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Dentista Araraquara
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Enxerto Ósseo Dentário em Araraquara

Enxerto ósseo e gengival para viabilizar implantes e melhorar a estética gengival.

Dr. Felipe Crespilho — CRO-SP 130734

O que é o enxerto ósseo dentário?

O enxerto ósseo é um procedimento que reconstrói o volume de osso da mandíbula ou maxila quando ele está insuficiente para receber um implante. Sem osso adequado, o parafuso de titânio não tem base para se integrar — e o enxerto resolve exatamente esse problema.

Além de viabilizar implantes, o enxerto ósseo também pode ser usado para preservar o osso no momento de uma extração, evitando a reabsorção natural que ocorre após a perda do dente.

Por que o osso se perde?

O osso que sustenta os dentes — chamado osso alveolar — depende da estimulação diária da mastigação para se manter. Quando um dente é extraído ou cai, essa estimulação desaparece. Em poucos meses, o organismo começa a reabsorver o osso naquela região, pois entende que ele não tem mais função.

Doenças periodontais, traumas, uso prolongado de próteses removíveis e infecções ósseas (osteíte) também causam perda de volume. Quanto mais tempo sem o dente, maior tende a ser a perda.

Tipos de enxerto ósseo

  • Enxerto autógeno: osso retirado do próprio paciente (mento, ramo mandibular ou tíbia em casos extensos). Contém células osteogênicas vivas e é considerado o padrão-ouro para grandes reconstruções.
  • Xenoenxerto: osso bovino processado e esterilizado que serve como arcabouço para o osso do paciente crescer. Amplamente documentado na literatura científica e muito utilizado na prática clínica.
  • Enxerto sintético: materiais como fosfato de cálcio bifásico ou hidroxiapatita sintética, que são reabsorvidos progressivamente enquanto o osso natural os substitui.
  • Membranas de barreira: usadas junto ao enxerto para proteger a área e orientar o crescimento ósseo, evitando que o tecido gengival invada o local antes do osso se formar.

Quando o enxerto é necessário antes do implante

A tomografia computadorizada (CBCT) define com precisão o volume ósseo disponível. Se a altura ou espessura do osso estiver abaixo do mínimo necessário para um implante dentário, o enxerto é indicado antes ou simultâneo ao procedimento.

A cirurgia guiada ajuda a mapear exatamente onde há deficiência óssea, tornando o planejamento do enxerto mais preciso e o resultado mais previsível.

Enxerto gengival

Diferente do enxerto ósseo, o enxerto gengival trata recessões — quando a gengiva recua e expõe a raiz do dente. O tecido conjuntivo é retirado do palato e fixado na área afetada, cobrindo a raiz exposta e devolvendo espessura à gengiva.

Em algumas situações, o paciente precisa dos dois tipos de enxerto: primeiro o ósseo, para reconstruir a base, depois o gengival, para garantir uma faixa adequada de gengiva ao redor do implante.

Recuperação e maturação

Após o enxerto, a área cicatriza em uma a duas semanas. A maturação óssea — quando o enxerto já está integrado ao osso do paciente e pode receber o implante — leva de três a seis meses, dependendo do volume reconstruído.

Caso necessite de extração de dente antes do implante, converse na consulta sobre a possibilidade de preservação alveolar imediata: o enxerto feito no momento da extração pode reduzir significativamente a perda óssea e encurtar o tempo total de tratamento.

Perguntas frequentes

Por que o osso some depois que o dente é perdido?
O osso alveolar — aquele que sustenta os dentes — precisa de estimulação mecânica para se manter. Quando o dente é perdido, essa estimulação desaparece e o organismo entende que o osso não tem mais função ali. O processo de reabsorção começa em meses e pode ser significativo ao longo dos anos, tornando o implante inviável sem reconstrução prévia.
Qual a diferença entre enxerto autógeno, xenoenxerto e sintético?
O enxerto autógeno usa osso do próprio paciente (geralmente do queixo ou do ramo da mandíbula) — é o padrão-ouro, pois contém células vivas. O xenoenxerto usa osso bovino processado e esterilizado, amplamente documentado e eficaz. O enxerto sintético usa materiais biocompatíveis como fosfato de cálcio. A escolha depende do volume necessário e das características do caso.
O enxerto ósseo dói?
O procedimento é realizado com anestesia local. Depois, o desconforto é semelhante ao de uma extração de dente. Nos primeiros dias pode haver inchaço e sensibilidade, controlados com medicação. A recuperação funcional leva cerca de uma semana, mas a maturação do enxerto — quando ele já pode receber o implante — leva de três a seis meses, dependendo do volume enxertado.
É possível fazer enxerto e implante no mesmo dia?
Sim, em alguns casos. Quando a perda óssea é pequena, o enxerto pode ser feito simultaneamente ao implante. Quando o volume a ser reconstruído é maior, geralmente esperamos o enxerto madurar antes de colocar o implante, para garantir uma base sólida. O planejamento por tomografia define qual abordagem é mais segura para cada caso.
O que é enxerto gengival e quando é diferente do enxerto ósseo?
São procedimentos distintos. O enxerto ósseo reconstrói o volume de osso para viabilizar o implante. O enxerto gengival trata recessões gengivais — quando a gengiva recua e expõe a raiz do dente — usando tecido conjuntivo retirado do palato. Os dois podem ser necessários em casos mais complexos, mas têm indicações diferentes.

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