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Quanto custa prótese dentária em 2026: faixas de preço por tipo, material e o que muda no orçamento

Quanto custa prótese dentária em 2026? De R$ 900 (dentadura) a R$ 50.000 (protocolo em zircônia). Veja faixas por tipo, material e o que altera o valor.

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Dr. Felipe Crespilho

CRO-SP 130734 · Sobre a equipe

Documento de plano de tratamento protético em mesa de consultório odontológico brasileiro com modelos de prótese ao fundo
O tipo de prótese e o material são os dois fatores que mais pesam no orçamento

Uma paciente de 60 anos chega ao consultório usando dentadura há 15 anos. O encaixe está folgado, mastigar carne virou problema. Ela quer uma solução fixa. O cirurgião-dentista pede tomografia, avalia o osso e apresenta três caminhos: overdenture sobre 2 implantes (R$ 8.000 a R$ 15.000), prótese protocolo All-on-4 em resina (R$ 20.000 a R$ 35.000) ou protocolo em zircônia (R$ 35.000 a R$ 50.000). Três opções. Três faixas de preço. A mesma paciente.

Essa variação não é exceção. No mercado brasileiro em 2026, prótese dentária custa de R$ 900 (dentadura simples em resina) até R$ 50.000 (protocolo completo em zircônia sobre 6 implantes). O que determina onde você vai cair nessa faixa é o tipo de prótese, o material escolhido e a complexidade do seu caso.

Os valores apresentados são faixas de referência do mercado brasileiro, baseados em fontes públicas. Não representam os valores praticados na clínica. O custo real depende de uma avaliação clínica individual.

Faixas de preço por tipo de prótese em 2026

Cada tipo de prótese dentária resolve um problema diferente e tem uma faixa de custo própria. Vamos aos números.

Prótese total removível (dentadura). Substitui todos os dentes de uma arcada. Apoio direto na gengiva. Custo de mercado: R$ 900 a R$ 3.200 por arcada. O material padrão é resina acrílica. Dentaduras de resina caracterizada (que imitam melhor a cor da gengiva) ficam no topo da faixa.

Prótese parcial removível (PPR). Repõe alguns dentes, encaixa nos remanescentes por grampos. Custo: R$ 1.200 a R$ 4.500. A versão em resina flexível (sem grampos metálicos visíveis) custa mais, podendo chegar a R$ 5.500. É a opção mais acessível pra quem perdeu dentes parcialmente.

Coroa unitária (prótese fixa). Cobre um dente destruído ou finaliza um implante dentário. Custo por unidade: R$ 1.000 a R$ 5.000, dependendo do material. Metalocerâmica fica na faixa baixa. Porcelana pura (dissilicato de lítio) no meio. Zircônia no topo.

Ponte fixa. Repõe 1 a 3 dentes apoiando-se nos vizinhos. Custo: R$ 3.000 a R$ 10.000 pela peça completa. O número de elementos (dentes na ponte) e o material definem o preço final.

Prótese sobre implante (unitária ou parcial). Uma coroa ou ponte fixa parafusada em implantes de titânio. Custo total (implante + prótese): R$ 3.500 a R$ 8.000 por unidade. O valor inclui o pino, o componente protético e a coroa. Se quiser entender o que compõe esse preço, o artigo sobre quanto custa implante dentário detalha cada etapa.

Prótese protocolo (arcada completa fixa). A solução mais completa: 4 a 6 implantes sustentando uma arcada inteira. Custo de mercado: R$ 20.000 a R$ 50.000 por arcada. Protocolo em resina sobre barra metálica fica na faixa inferior. Em zircônia, na superior.

Faixas de preco por tipo de protese dentaria (2026) Valores de mercado em reais — fontes publicas R$ 0 R$ 10k R$ 25k R$ 50k Dentadura R$ 900 — R$ 3.200 PPR R$ 1.200 — R$ 5.500 Coroa unitaria R$ 1.000 — R$ 5.000 Ponte fixa R$ 3.000 — R$ 10.000 Sobre implante R$ 3.500 — R$ 8.000 (por unidade) Protocolo R$ 20.000 — R$ 50.000 (por arcada) Fonte: pesquisa de mercado com fontes publicas (Florio, Ciotti, Oral Dents, IORC) — fev/2026

O que faz o preço variar dentro de cada tipo

Dois pacientes precisam de prótese fixa. Um paga R$ 2.000. O outro paga R$ 8.000. Os três fatores que explicam essa diferença:

Material da prótese

Resina acrílica é o material mais barato. Funciona bem pra provisórios e dentaduras. Desgasta com o tempo, mancha mais fácil. Troca recomendada a cada 5 a 7 anos.

Metalocerâmica combina estrutura de metal com revestimento de porcelana. Resistente, mas o metal pode escurecer a gengiva ao redor com o tempo. Custo intermediário.

Porcelana pura (dissilicato de lítio). Estética superior. Reproduz a translucidez do dente natural. Funciona bem pra dentes da frente. Durabilidade média de 10 a 15 anos, segundo estudo da USP sobre infraestrutura de zircônia e cerâmica.

Zircônia. Resistência mecânica alta. Aguenta carga mastigatória dos molares. Próteses usinadas em CAD/CAM mantêm 99% de integridade após 5 anos. A diferença de custo em relação à porcelana convencional gira entre R$ 1.000 e R$ 2.000 por unidade.

Laboratório de prótese

O laboratório que fabrica a peça pesa no preço final. Um laboratório com tecnologia CAD/CAM (fresagem digital) cobra mais, mas entrega encaixe mais preciso. Laboratórios de referência cobram de R$ 600 a R$ 1.200 só pelo trabalho laboratorial de cada unidade. Esse custo vai direto pro valor que você paga.

Região do país

Capitais como São Paulo e Rio cobram mais que o interior. Araraquara, no interior paulista, costuma ficar na faixa intermediária. A diferença entre capital e interior pode chegar a 30-40% no mesmo procedimento.

Custo por material — coroa unitaria (2026) Resina acrilica Metaloceramica Porcelana (e.max) Zirconia (CAD/CAM) R$ 300 — R$ 800 5-7 anos | Provisorios, dentaduras R$ 1.000 — R$ 2.500 7-15 anos | Posteriores R$ 1.500 — R$ 4.000 10-15 anos | Anteriores R$ 2.500 — R$ 5.000 15-25 anos | Todos Fonte: pesquisa de mercado — Florio Odontologia, Ciotti, Dental Vidas, Nucleo do Conhecimento

Protocolo completo: por que o preço dispara

A prótese protocolo é a que mais gera dúvida sobre valores. E com razão — a faixa vai de R$ 20.000 a R$ 50.000 por arcada. Vamos abrir essa conta.

O tratamento inclui: 4 a 6 implantes de titânio (cada um com seu componente protético), prótese provisória no dia da cirurgia, prótese definitiva após osseointegração, tomografia odontológica, exames pré-operatórios e manutenções. São muitas etapas, cada uma com custo.

O material da prótese definitiva é o fator que mais separa os preços. Protocolo em resina sobre barra metálica custa entre R$ 20.000 e R$ 35.000. É mais leve, mais fácil de reparar, mas desgasta e precisa de troca a cada 5 a 7 anos. Protocolo em zircônia monolítica custa entre R$ 35.000 e R$ 50.000. Resistência superior, estética melhor e durabilidade de 15 a 25 anos.

Pra quem usa dentadura há anos, o protocolo é uma mudança de vida. Morder maçã, falar sem medo da prótese soltar, comer carne sem dor. Mas o investimento precisa caber no planejamento financeiro. A avaliação individual define se o caso pede 4 ou 6 implantes, se precisa de enxerto ósseo e qual material faz sentido. Pra entender a técnica em detalhes, veja o guia sobre prótese protocolo.

Prótese pelo SUS: existe e é gratuita

O programa Brasil Sorridente do Ministério da Saúde oferece próteses dentárias gratuitas pelo SUS. A confecção é feita nos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPDs) espalhados pelo país.

Como funciona: o paciente procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) com cartão SUS e documento de identidade. A equipe odontológica avalia a necessidade e encaminha pro laboratório. O prazo de entrega gira em torno de 40 a 50 dias após o atendimento.

Ponto importante: o SUS cobre próteses removíveis (dentaduras e PPR). Próteses fixas sobre implante e protocolo não estão na cobertura padrão. Planos odontológicos da ANS cobrem próteses básicas no ROL obrigatório, mas implantodontia costuma ser cobertura extra.

O dado que dimensiona o problema

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE de 2019, 14 milhões de brasileiros perderam todos os dentes. Outros 34 milhões já perderam 13 dentes ou mais. E cerca de 39 milhões usam algum tipo de prótese dentária no dia a dia — o que equivale a 20% da população.

O SB Brasil 2023, pesquisa do Ministério da Saúde, mostrou que o índice CPO-D (dentes cariados, perdidos e obturados) de idosos entre 65 e 74 anos caiu de 27,53 em 2010 para 23,55 em 2023. Melhora? Sim. Mas um CPO-D de 23,55 significa que cada idoso tem, em média, quase 24 dentes comprometidos ao longo da vida. A demanda por reabilitação protética no Brasil continua enorme.

Cenário: quanto custa resolver seu caso

Um homem de 45 anos perdeu 2 molares inferiores há 3 anos. Não usa nenhuma prótese. A tomografia mostra osso preservado. Duas opções:

Opção 1 — PPR com grampos. Custo: R$ 1.500 a R$ 2.500. Não precisa cirurgia. Colocou, saiu usando. Desvantagem: grampo visível, se move na mastigação, não preserva o osso. Em 5 anos, pode precisar de reembasamento.

Opção 2 — 2 implantes com coroas em porcelana. Custo total: R$ 7.000 a R$ 16.000 (2 pinos + 2 coroas). Precisa de cirurgia e 3 a 6 meses de osseointegração. Vantagem: funciona como dente natural, preserva osso, dura 15 a 25 anos.

A diferença de preço é grande. Mas a diferença de resultado também. A PPR resolve rápido e barato. Os implantes resolvem de vez — e protegem a estrutura óssea que a PPR não preserva. Pra entender quando cada tipo faz sentido, veja o guia completo de tipos de prótese dentária.

O que o preço não conta: durabilidade e custo por ano

Uma dentadura de R$ 1.500 que dura 5 anos custa R$ 300 por ano. Uma prótese protocolo de R$ 35.000 que dura 20 anos custa R$ 1.750 por ano. A diferença de investimento anual é de R$ 1.450. Mas a dentadura perde encaixe, causa reabsorção óssea e exige ajustes frequentes. O protocolo devolve mastigação plena.

Não é só custo. É custo, função e previsibilidade. Uma prótese fixa sobre implante evita o efeito dominó: dentes migram quando há espaço vazio, a mordida desalinha, a articulação temporomandibular sofre. Quanto mais tempo sem repor o dente perdido, mais caro e complexo fica o tratamento lá na frente.

5 perguntas pra fazer antes de fechar orçamento

Qual material está incluído? Pergunte se a coroa é resina, metalocerâmica, porcelana ou zircônia. O material muda o preço e a durabilidade.

O valor cobre tudo? Orçamento de prótese sobre implante deve incluir o pino, o componente protético e a coroa. Se algum desses itens está fora, o preço final será maior.

Precisa de procedimentos adicionais? Enxerto ósseo adiciona R$ 800 a R$ 3.000. Extração prévia e exames complementares também entram na conta.

Qual a garantia do trabalho? Pergunte sobre política de ajuste, reembasamento ou troca em caso de problema. Não confunda garantia do trabalho com promessa de resultado — cada boca responde de um jeito.

Quantas consultas até a prótese ficar pronta? Prótese removível exige 3 a 5 consultas. Prótese sobre implante pode levar 4 a 8 meses entre cirurgia e peça definitiva. Saber o cronograma evita frustração.

Próximo passo

Se você perdeu dentes e quer saber qual prótese dentária faz sentido pro seu caso, o ponto de partida é uma avaliação com exame de imagem. Sem tomografia odontológica ou radiografia panorâmica, qualquer orçamento é aproximação.

O Dr. Felipe Crespilho (CRO-SP 130734), cirurgião-dentista com atuação em implantodontia e cirurgia oral, atende na Rua Itália, 1294, em Araraquara. Agende uma avaliação pelo WhatsApp e traga seus exames, se tiver. Assim a conversa começa pelo seu caso — não por tabelas genéricas.

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