Quanto custa implante dentário em 2026: faixas de preço, o que está incluído e como não cair em cilada
Quanto custa implante dentário em 2026? Entre R$ 3.500 e R$ 8.000 (unitário). Veja o que compõe o preço, quando enxerto encarece e como avaliar orçamentos.
Dr. Felipe Crespilho
CRO-SP 130734 · Sobre a equipe
Um implante dentário unitário — pino de titânio, coroa e cirurgia — custa entre R$ 3.500 e R$ 8.000 no mercado brasileiro em 2026. A variação depende do tipo de implante, material da coroa, necessidade de enxerto ósseo e região do país. Cidades do interior de São Paulo, como Araraquara, ficam na faixa intermediária.
Esses valores são referência de mercado. Não representam preços de nenhuma clínica específica — cada caso exige avaliação individual pra chegar num orçamento real.
O que está incluído nessa faixa de preço
Quando alguém fala “implante custa X reais”, nem sempre fica claro o que esse valor cobre. E é aí que muita gente se confunde.
O tratamento completo de um implante unitário tem três etapas com custos separados:
Fase cirúrgica — instalação do pino de titânio no osso. Varia de R$ 1.500 a R$ 5.000, conforme o sistema de implante usado e a complexidade do caso.
Fase protética — confecção e instalação da coroa sobre o implante. Coroa em porcelana custa entre R$ 1.500 e R$ 4.000. Coroa em zircônia, que tem resistência e estética superiores, fica entre R$ 2.500 e R$ 5.000.
Exames complementares — tomografia odontológica (R$ 200 a R$ 400) e radiografia panorâmica são pedidos antes de qualquer planejamento. Sem tomografia, o cirurgião-dentista trabalha no escuro.
Quando a clínica apresenta um valor “fechado” (R$ 3.500, R$ 5.000, R$ 7.000), geralmente inclui tudo: cirurgia, coroa e componentes protéticos. Pergunte sempre o que está incluído no orçamento. Essa pergunta simples evita surpresa na hora de pagar.
O que faz o preço variar tanto
A diferença entre R$ 3.500 e R$ 8.000 não é acaso. Cada fator abaixo empurra o valor pra cima ou pra baixo.
Tipo de implante
Sistemas de implante importados (Straumann, Nobel Biocare) custam mais que os nacionais (SIN, Neodent). Os importados têm mais estudos clínicos publicados e maior rastreabilidade. Os nacionais, fabricados no Brasil, atendem padrões da ANVISA e têm boa previsibilidade. A escolha depende da avaliação clínica e da conversa com o cirurgião-dentista.
Material da coroa
Porcelana pura funciona bem pra dentes da frente. Uma coroa de zircônia aguenta mais carga mastigatória — é a escolha comum pra molares. A diferença de custo entre uma e outra gira em torno de R$ 1.000 a R$ 2.000.
Necessidade de enxerto ósseo
Pacientes que perderam o dente há muitos anos costumam ter reabsorção do osso na região. Sem osso suficiente, o pino não se fixa. O enxerto ósseo resolve isso, mas adiciona entre R$ 800 e R$ 3.000 ao tratamento, dependendo do volume necessário.
Segundo a ABO (Associação Brasileira de Odontologia), a reabsorção óssea acontece naturalmente após a perda de um dente. Quanto mais tempo sem repor, maior a chance de precisar de enxerto.
Cirurgia guiada
A cirurgia guiada usa planejamento digital e um guia impresso em 3D pra posicionar o implante com precisão milimétrica. Adiciona entre R$ 800 e R$ 2.000 ao custo total, mas reduz tempo de cirurgia e pós-operatório. Nem todo caso precisa — o cirurgião-dentista avalia se o benefício justifica.
Região do país
Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro têm custos mais altos (aluguel, equipe, estrutura). No interior paulista, os valores ficam numa faixa intermediária. O Nordeste e o Centro-Oeste costumam apresentar valores na parte baixa da faixa.
Dois cenários reais pra você comparar
Números abstratos ajudam pouco. Dois cenários concretos mostram como o custo varia na prática.
Cenário 1 — Paciente que perdeu um molar há 6 meses. A tomografia mostra que o osso está preservado — dispensa enxerto. Ele opta por implante nacional com coroa de porcelana. Custo total estimado: R$ 3.500 a R$ 5.000 (cirurgia + coroa + exames). Prazo: 4 a 5 meses entre cirurgia e coroa definitiva, tempo da osseointegração.
Cenário 2 — Paciente que perdeu dois dentes da frente há 5 anos. A reabsorção óssea já aconteceu. Precisa de enxerto na região anterior, aguardar 4-6 meses pro osso regenerar, depois instalar dois implantes com coroas de zircônia (dentes estéticos, alta visibilidade). Custo total estimado: R$ 12.000 a R$ 18.000 (dois enxertos + dois implantes + duas coroas + exames). Prazo total: 10 a 14 meses.
A diferença entre os dois? Tempo sem o dente e necessidade de enxerto. Quem repõe rápido gasta menos e termina antes.
Protocolo sobre implante: quando a conta sobe
Pacientes que perderam todos os dentes de uma arcada (ou a maioria) precisam de uma prótese dentária mais complexa: a prótese protocolo. Trata-se de uma prótese fixa aparafusada sobre 4 a 6 implantes. Em casos selecionados, pode ser feita com carga imediata — a prótese provisória é instalada no mesmo dia da cirurgia.
O custo de um protocolo completo no Brasil varia entre R$ 18.000 e R$ 50.000 por arcada, segundo levantamento de clínicas nas cinco regiões do país. A variação é grande porque depende do número de implantes, do material da prótese (resina, porcelana ou zircônia) e da necessidade de extrações ou enxertos prévios.
Pra quem usa dentadura há anos, o protocolo muda a vida. Mastiga melhor, fala com mais clareza, não precisa se preocupar com adesivo. Mas é um investimento alto que exige planejamento.
Plano odontológico cobre implante?
Na maioria dos casos, não. O ROL (lista de cobertura obrigatória) da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) não inclui implantodontia como procedimento obrigatório nos planos odontológicos. Implante é classificado como procedimento “extra-ROL” — as operadoras podem oferecer, mas não são obrigadas.
Existem planos premium que cobrem implantes, total ou parcialmente. O custo mensal é mais alto, e costumam ter carência de 12 a 24 meses. Pra quem planeja fazer implante no futuro, vale pesquisar esses planos com antecedência.
Alguns pacientes optam por pagar particular e parcelar diretamente com a clínica ou usar financiamento de crédito pessoal. Cada forma de pagamento tem seus prós e contras — o importante é não deixar de repor o dente por questão financeira.
Implante barato: quando desconfiar
Anúncios de implante por R$ 800 ou R$ 1.200 pipocam na internet. Esses valores, na maioria das vezes, cobrem só a fase cirúrgica — sem coroa, sem exames, sem componentes protéticos. Quando você soma tudo, o “implante barato” fica no mesmo patamar ou até mais caro.
Três sinais de alerta: orçamento sem discriminação de fases e componentes. Sistema de implante sem nome — pergunte a marca, porque se o componente protético quebrar em 5 anos, você precisa saber modelo exato pra repor. E ausência de tomografia no planejamento — cirurgião-dentista que instala implante sem tomografia está trabalhando sem mapa.
Taxa de sucesso e durabilidade
A osseointegração — processo em que o osso se funde ao pino de titânio — tem taxa de sucesso entre 95% e 97%, segundo revisão publicada na Revista do CROMG. Esse índice é alto, mas não é 100%. Fatores que podem comprometer: tabagismo, diabetes descompensado, doença periodontal não tratada e higiene deficiente.
O implante em si pode durar décadas. A coroa sobre ele tem vida útil de 10 a 15 anos, dependendo do material e dos cuidados. Manutenção preventiva — profilaxia semestral e controle radiográfico — é o que sustenta a longevidade do tratamento.
Segundo dados do CFO (Conselho Federal de Odontologia), o Brasil tem mais de 426 mil cirurgiões-dentistas — o maior número do mundo. Isso não significa que todos trabalham com implantes. A implantodontia exige formação complementar, equipamentos específicos e experiência clínica.
Como avaliar um orçamento de implante
Recebeu dois ou três orçamentos e não sabe comparar? Foque nesses pontos:
O orçamento discrimina cada etapa? Cirurgia, coroa, componentes protéticos, exames — tudo precisa estar listado. Valor fechado sem detalhamento dificulta a comparação.
Qual a marca do implante? Sistemas como Straumann, Nobel, SIN e Neodent são rastreáveis. Se o orçamento não menciona a marca, pergunte. Você precisa dessa informação pra manutenção futura.
Tomografia está incluída? Se o planejamento não inclui tomografia odontológica, questione. A tomografia é o exame que mostra se o osso comporta o implante, onde estão os nervos e se enxerto é necessário.
O profissional tem formação em implantodontia? Pergunte sobre a qualificação. O CRO-SP (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo) mantém registro público de profissionais — você pode consultar pelo número do CRO.
Pra quem está em Araraquara, a avaliação com a equipe da clínica é o primeiro passo. Na consulta, o cirurgião-dentista analisa a tomografia, avalia a condição do osso e monta o plano de tratamento com custos detalhados.
Perguntas que fazem diferença na consulta
- Preciso de enxerto ósseo? Se sim, quanto tempo adiciona ao tratamento?
- Qual sistema de implante será usado? Tem registro na ANVISA?
- A coroa será de porcelana ou zircônia? Qual a indicação pro meu caso?
- Quanto tempo leva do início à coroa definitiva?
- O que acontece se algo não correr bem durante a osseointegração?
Essas perguntas mostram pro profissional que você pesquisou. Se quiser saber mais sobre o procedimento em si — como funciona a cirurgia, os tipos de implante e a recuperação — a página de implante dentário em Araraquara explica tudo com mais detalhes.
Por que tanta gente precisa de implante no Brasil
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE (2019), 34 milhões de brasileiros maiores de 18 anos perderam 13 dentes ou mais. Desses, 14 milhões perderam todos os dentes. A causa principal? Periodontite avançada e cárie não tratada — ambas evitáveis com prevenção. Quando a perda já aconteceu, o implante é a reposição mais próxima de um dente natural em função e estética.
Esses números explicam por que o preço do implante é tema recorrente nos consultórios. E por que comparar alternativas faz tanta diferença no bolso.
Investimento que se paga com o tempo
Comparar o custo de um implante com alternativas ajuda a colocar o investimento em perspectiva.
Uma prótese removível (a popular “ponte móvel”) custa entre R$ 800 e R$ 2.500. Mais barata, sim — mas precisa de reajuste a cada 3-5 anos porque o osso continua reabsorvendo sem a raiz artificial pra estimulá-lo. Ao longo de 15 anos, o custo acumulado de manutenção e substituição pode ultrapassar o de um implante.
O implante preserva o osso, não depende dos dentes vizinhos e, com manutenção preventiva, dura décadas. A coroa precisa ser trocada a cada 10-15 anos — é o único custo recorrente significativo.
Pra quem perdeu um ou mais dentes, a reabilitação oral com implantes é a opção que mais se aproxima da dentição natural. A equipe do consultório pode avaliar qual abordagem faz mais sentido pro seu caso.
Nota sobre valores: Os valores apresentados são faixas de referência do mercado brasileiro, baseados em fontes públicas. Não representam os valores praticados na clínica. O custo real depende de uma avaliação clínica individual.
Conteúdo revisado por Dr. Felipe Crespilho (CRO-SP 130734), cirurgião-dentista com atuação em implantodontia e cirurgia oral.
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