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Prótese fixa ou removível: conforto, durabilidade, custo e o que muda na sua rotina com cada uma

Prótese fixa ou removível? Compare conforto, durabilidade, custo e saúde óssea em 7 critérios com dados clínicos. Saiba qual faz sentido pro seu caso.

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Dr. Felipe Crespilho

CRO-SP 130734 · Sobre a equipe

Paciente brasileiro conversando com dentista sobre opções de prótese dentária em consultório moderno
A escolha entre fixa e removível depende do exame clínico, não de preferência pessoal

Prótese fixa fica na boca o tempo todo — cimentada ou parafusada. Prótese removível sai todo dia pra limpeza. Essa diferença parece simples, mas ela desdobra em conforto, durabilidade, custo, saúde do osso e rotina de manutenção. Pontes fixas duram em média 10 a 15 anos. A PPR (prótese parcial removível), entre 5 e 8 anos. Mas o número que mais pesa na decisão costuma ser outro: o investimento inicial e o que acontece com o osso ao longo do tempo.

Se você perdeu dentes e está na dúvida entre prótese fixa ou removível, este comparativo traz dados de estudos clínicos pra cada critério. A ideia é que você chegue ao consultório já sabendo o que perguntar.

O que é prótese fixa e o que é removível

Prótese fixa é toda peça protética que o paciente não tira da boca. Pode ser uma coroa unitária sobre dente ou sobre implante dentário, uma ponte fixa apoiada nos dentes vizinhos, ou uma prótese sobre implante (incluindo a prótese protocolo, que repõe a arcada inteira). Uma vez cimentada ou parafusada, ela fica ali.

Prótese removível é aquela que o paciente coloca e retira diariamente. Tem dois tipos principais: a PPR, que substitui alguns dentes e se prende nos remanescentes por grampos, e a prótese total (dentadura), que substitui todos os dentes de uma arcada apoiando-se na gengiva.

Pra entender os tipos de prótese dentária com mais detalhe, temos um guia completo. Mas a diferença fundamental entre os dois grupos é essa: a fixa distribui a força da mastigação pelo dente pilar ou pelo implante. A removível apoia essa força na gengiva e no rebordo ósseo — e essa pressão tem consequências a longo prazo.

Conforto no dia a dia

Prótese fixa se comporta como dente natural. Você escova, usa fio dental e esquece que ela está ali. Não mexe durante a mastigação, não atrapalha a fala e não exige cuidado especial pra comer.

Prótese removível exige adaptação. A PPR com grampos pode incomodar nas primeiras semanas. A dentadura, dependendo do encaixe, pode se mover ao morder alimentos duros. Muita gente relata insegurança pra falar em público ou comer fora de casa. Um estudo publicado na Revista de Odontologia da UNESP avaliou portadores de prótese: pacientes com prótese fixa relataram satisfação maior com estabilidade e função mastigatória.

Na prática: quem usa PPR por anos e migra pra prótese fixa ou pra implante costuma descrever como “voltar a ter dente de verdade”. Não é exagero.

Durabilidade e sobrevivência clínica

Os números aqui fazem diferença na conta final.

Prótese fixa (ponte sobre dentes). Revisão sistemática de Pjetursson et al. (2004), publicada no Clinical Oral Implants Research, avaliou mais de 4 mil pontes fixas. Taxa de sobrevivência em 10 anos: 89,2% para pontes convencionais. Próteses em zircônia chegam a 99% de integridade após 5 anos, segundo revisão publicada na base SciELO.

Prótese removível (PPR e dentadura). A PPR dura entre 5 e 8 anos antes de precisar de substituição ou reembasamento. A dentadura, de 5 a 7 anos. E o motivo principal da troca não é desgaste do material — é a mudança no osso da boca.

Prótese sobre implante. Taxa de sobrevivência acima de 95% em 10 anos, segundo revisão na base LILACS. A prótese protocolo (arcada completa sobre 4 a 6 implantes) tem sobrevida de 98,8% em acompanhamento de 10 a 18 anos.

Durabilidade media: fixa vs removivel vs sobre implante Ponte fixa (sobre dentes) Sobre implante (coroa/protocolo) PPR (parcial removivel) Dentadura (total removivel) 0 5 10 15 20 25 anos 10-15 anos (89% em 10a) 15-25 anos (95%+ em 10a) 5-8 anos 5-7 anos Fontes: Pjetursson et al. 2004 (Clin Oral Implants Res), LILACS, PubMed

Saúde óssea, mastigação e fala

Esse critério sozinho já muda a decisão de muita gente.

Quando um dente é perdido, o osso da região começa a ser reabsorvido. O corpo “recicla” o que não está em uso. Nos primeiros 12 meses após a extração, a perda óssea chega a 25% do volume original. E continua nos anos seguintes, mais devagar, mas sem parar.

A prótese fixa sobre implante freia esse processo. O pino de titânio funciona como raiz artificial: transmite carga pro osso, estimula a remodelação óssea (o que os dentistas chamam de osseointegração) e mantém o volume. Por isso o implante dentário é considerado o padrão-ouro em reabilitação oral.

A ponte fixa (apoiada em dentes vizinhos) não preserva o osso na região do dente ausente. O espaço sem raiz continua reabsorvendo.

A prótese removível é a que mais sofre com isso. A dentadura pressiona a gengiva diretamente, e essa pressão acelera a reabsorção. Resultado: o encaixe piora ano a ano, o paciente precisa de reembasamento frequente e, depois de 10 a 15 anos, pode não ter osso suficiente pra receber implantes sem enxerto ósseo.

Pra quem é jovem ou de meia-idade, a perda óssea da removível tem um custo acumulado alto. Quanto mais tempo sem raiz (natural ou artificial) naquele osso, mais complexo e caro fica o tratamento futuro.

Mastigação e fala

A força mastigatória de quem tem dentes naturais gira em torno de 70 a 100 kg/cm2. Uma prótese fixa sobre implante recupera até 80% dessa capacidade. A ponte fixa sobre dentes chega perto disso, dependendo da posição.

A dentadura? Recupera cerca de 10% a 25% da capacidade mastigatória original. É o suficiente pra alimentos macios, mas carne, maçã e castanhas viram um problema. A PPR fica num meio-termo, dependendo do número de dentes que ela substitui e da retenção dos grampos.

Na fala, a fixa não interfere. A removível pode causar sibilância nas primeiras semanas de adaptação — e a dentadura superior, que cobre o palato (céu da boca), altera a percepção de temperatura e gosto dos alimentos.

Custo no mercado brasileiro

Valores de referência do mercado em 2026, não da clínica.

Prótese fixa (ponte sobre dentes). Uma ponte de 3 elementos em porcelana custa entre R$ 3.000 e R$ 7.000 no mercado, variando conforme material e região. Não inclui cirurgia — é preparação dos dentes pilares + moldagem + cimentação.

Prótese removível (PPR). Entre R$ 1.200 e R$ 4.500, dependendo do material (metálica esquelética vs. resina flexível). A dentadura total fica entre R$ 2.500 e R$ 5.000.

Prótese sobre implante (unitária). O implante com coroa custa de R$ 3.500 a R$ 8.000 por dente. A prótese protocolo (arcada completa) varia de R$ 15.000 a R$ 40.000 por arcada no mercado brasileiro.

O investimento inicial da removível é menor. Mas some as trocas a cada 5-7 anos, os reembasamentos, os adesivos. Em 15 anos, o custo acumulado da dentadura pode se aproximar do investimento único de uma prótese fixa sobre implantes — com a diferença de que o osso continuou se perdendo.

Os valores apresentados são faixas de referência do mercado brasileiro, baseados em fontes públicas. Não representam os valores praticados na clínica. O custo real depende de uma avaliação clínica individual.

Faixa de custo no mercado brasileiro (2026) PPR Dentadura total Ponte fixa (3 elem.) Implante + coroa Protocolo (arcada) R$ 0 R$ 10k R$ 20k R$ 30k R$ 40k R$ 1.200 - R$ 4.500 R$ 2.500 - R$ 5.000 R$ 3.000 - R$ 7.000 R$ 3.500 - R$ 8.000 R$ 15.000 - R$ 40.000 (arcada completa) Fonte: pesquisa de mercado 2026 (fontes publicas). Valores nao representam precos da clinica.

Manutenção e rotina

O dia a dia com cada prótese é bem diferente.

Com prótese fixa (ponte ou sobre implante): escove normalmente, passe fio dental ao redor do implante ou por baixo da ponte com passa-fio, e visite o dentista a cada 6 meses. Quem tem prótese protocolo precisa de uma sessão de manutenção a cada 6 a 12 meses — o dentista desparafusa a prótese, limpa embaixo e confere a saúde da gengiva.

Com prótese removível: tire da boca depois de cada refeição, escove com escova de cerdas macias e sabão neutro (nunca pasta abrasiva), e deixe de molho em solução de limpeza à noite. Não durma com a prótese. A PPR precisa de ajuste a cada 1-2 anos. A dentadura pede reembasamento periódico e troca a cada 5-7 anos.

Se você viaja bastante, pratica esporte ou trabalha falando em público, a prótese fixa elimina a preocupação de “a prótese vai sair do lugar?”. Parece detalhe, mas pra quem vive essa insegurança diariamente, muda tudo.

Indicações clínicas: quando cada uma faz sentido

A prótese removível não é automaticamente pior. Ela tem indicações legítimas.

PPR faz sentido quando: o paciente perdeu poucos dentes, não quer ou não pode fazer cirurgia no momento, e precisa de uma solução acessível enquanto planeja algo definitivo. Funciona bem como etapa de transição.

Dentadura faz sentido quando: o paciente perdeu todos os dentes, não tem condições clínicas ou financeiras pra implantes agora, e precisa mastigar e sorrir. É a solução mais acessível do mercado.

Ponte fixa faz sentido quando: faltam 1 a 3 dentes consecutivos, os dentes vizinhos já têm restaurações grandes (o desgaste adicional muda pouco) e o paciente prefere evitar cirurgia.

Prótese sobre implante faz sentido quando: o paciente quer a solução mais próxima do dente natural, tem osso suficiente (ou aceita enxerto ósseo prévio) e pode investir. É a opção que preserva osso, dura mais e tem maior satisfação a longo prazo.

Um cenário concreto: mulher de 50 anos perdeu 2 molares inferiores há 3 anos. Usa PPR desde então e reclama de incômodo ao mastigar. A tomografia odontológica mostra osso suficiente na região. O cirurgião-dentista indica 2 implantes com uma ponte de 3 elementos em zircônia. Em 5 meses, ela troca a removível pela fixa. A PPR cumpriu o papel temporário — e agora a reabilitação definitiva entra em campo.

O custo de adiar

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2023) do Ministério da Saúde mostram que o índice CPO-D (dentes cariados, perdidos e obturados) de idosos brasileiros caiu de 27,53 em 2010 para 23,55 em 2023. É uma melhora, mas ainda significa que o brasileiro chega na terceira idade com menos de metade dos 32 dentes. Segundo o CFO, mais de metade dos idosos brasileiros já perdeu todos os dentes.

O problema de adiar a reposição com prótese fixa ou implante é que o osso não espera. A reabsorção avança. E quanto mais osso se perde, mais complexo e mais caro fica qualquer reabilitação futura. Quem usa dentadura há 15 anos e decide migrar pra protocolo muitas vezes precisa de enxerto ósseo antes dos implantes — um procedimento a mais, com custo e tempo de recuperação extras.

A removível pode ser o ponto de partida. Mas transformá-la em solução permanente, quando existe alternativa viável, cobra um preço no osso que não volta.

O que perguntar ao dentista antes de decidir

Três perguntas que valem mais do que horas de pesquisa online:

1. Qual a condição do meu osso hoje? Só a tomografia odontológica responde. Se o osso está bom, você tem mais opções. Se já tem reabsorção, quanto antes agir, menos complexo será o tratamento.

2. Qual o custo real de cada opção a longo prazo? Peça ao dentista que calcule não só o investimento inicial, mas a projeção de 10-15 anos: trocas, reembasamentos, manutenções. A conta muda.

3. O que acontece se eu não fizer nada agora? Dente perdido causa migração dos vizinhos, perda óssea progressiva e alteração da mordida. Cada ano sem reposição piora o cenário.

Uma avaliação presencial com exames de imagem é o mínimo pra definir qual caminho faz sentido. Sem tomografia, qualquer indicação é suposição. Veja mais sobre os tipos de prótese dentária disponíveis no nosso guia completo.

Próximo passo

Se você está decidindo entre prótese fixa ou removível e quer saber qual se aplica ao seu caso, o caminho é um exame clínico com imagens. O Dr. Felipe Crespilho (CRO-SP 130734), cirurgião-dentista com atuação em implantodontia, atende na Rua Itália, 1294, em Araraquara.

Agende uma avaliação pelo WhatsApp e traga seus exames, se já tiver. Assim a conversa começa pelo seu caso real.

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