Implante dentário em Araraquara: como funciona, quanto custa no mercado e o que perguntar antes de fazer
Implante dentário Araraquara: guia completo com etapas, riscos reais, recuperação e custo (R$ 3.500 a R$ 8.000). Saiba como escolher seu dentista.
Dr. Felipe Crespilho
CRO-SP 130734 · Sobre a equipe
Um implante dentário substitui a raiz do dente perdido com um pino de titânio fixado no osso. Sobre esse pino, vai uma coroa de porcelana ou zircônia que funciona como dente natural. No mercado brasileiro, o custo de um implante unitário fica entre R$ 3.500 e R$ 8.000 em 2026 — variando conforme o tipo de implante, material da coroa e região do país. O procedimento tem taxa de sucesso acima de 95% em acompanhamentos de mais de 10 anos, segundo revisão sistemática publicada na base LILACS.
Quem pesquisa implante dentário em Araraquara tem uma vantagem: a cidade abriga a UNESP/FOAr, referência nacional, o que concentra profissionais com formação sólida na região. Se você perdeu um ou mais dentes e está pesquisando, este guia cobre tudo: etapas do tratamento, tipos de implante, quem pode fazer, quanto custa no mercado e os cuidados que fazem diferença no resultado.
Como funciona o implante dentário na prática
O implante dentário é um cilindro de titânio que o cirurgião-dentista insere no osso da mandíbula ou da maxila. O titânio tem uma propriedade única: ele se funde ao osso num processo chamado osseointegração. Essa fusão leva de 3 a 6 meses e é o que dá estabilidade ao implante.
Depois que o pino de titânio se integra ao osso, o dentista instala um componente intermediário (o pilar) e, sobre ele, a coroa — a parte visível que imita o dente. O resultado é um dente fixo, que não sai pra limpar, não machuca a gengiva vizinha e distribui a força da mastigação como um dente natural.
Pra quem perdeu todos os dentes de uma arcada, existe a prótese protocolo. Nesse caso, 4 a 6 implantes sustentam uma prótese fixa completa. A técnica All-on-4, por exemplo, usa 4 pinos posicionados em ângulos calculados pra aproveitar o osso disponível — e em muitos casos dispensa enxerto ósseo.
Etapas do tratamento: do planejamento à coroa
1. Avaliação clínica e exames
Tudo começa com uma tomografia odontológica (cone beam). Ela mostra em 3D a quantidade de osso, a posição de nervos e a proximidade do seio maxilar. Sem essa tomografia, o planejamento fica no escuro.
Além da tomografia, o dentista avalia sua saúde geral. Diabetes descompensada, uso de bisfosfonatos (medicamento pra osteoporose) e tabagismo pesado são fatores que exigem cuidado extra — não necessariamente impedem o implante, mas mudam o planejamento.
2. Cirurgia de instalação do implante
A cirurgia dura entre 30 e 90 minutos por implante. É feita com anestesia local — você fica acordado, mas não sente dor. O cirurgião-dentista abre a gengiva, prepara o osso com brocas calibradas e insere o pino de titânio. Depois, sutura.
Em casos selecionados, é possível fazer cirurgia guiada: um guia impresso em 3D, feito a partir da tomografia, encaixa na boca e indica a posição exata de cada perfuração. Isso reduz o tempo de cirurgia e o trauma nos tecidos.
3. Osseointegração (a espera necessária)
Aqui entra a paciência. O osso leva de 3 a 6 meses pra se fundir ao titânio. Na mandíbula, a integração costuma ser mais rápida (2 a 3 meses) porque o osso é mais denso. Na maxila, o osso é mais poroso e o prazo pode chegar a 6 meses.
Durante esse período, você usa um provisório — fixo ou removível, dependendo do caso. Não fica sem dente.
4. Instalação da coroa definitiva
Depois da osseointegração confirmada, o dentista faz um molde digital ou físico da sua boca. A coroa é fabricada em laboratório (porcelana, zircônia ou metalocerâmica) e cimentada ou parafusada no implante.
Resultado: um dente que parece, funciona e se mantém como natural.
Tipos de implante: qual a diferença entre eles
Nem todo implante é igual. As principais variações estão no material, na conexão e na técnica cirúrgica.
Material: a grande maioria dos implantes usa titânio grau 4 ou 5 — biocompatível, resistente e com décadas de evidência clínica. Implantes de zircônia existem, mas ainda têm menos estudos de longo prazo.
Conexão protética: é o encaixe entre o implante e a coroa. Os dois principais tipos são o hexágono externo (mais antigo, com folga entre as peças) e o cone morse (mais moderno, com encaixe por fricção que reduz infiltração bacteriana e micro-movimentos). Na prática, o cone morse oferece mais estabilidade e menor risco de afrouxamento do parafuso.
Técnica cirúrgica: a convencional (retalho aberto, visualização direta do osso) e a guiada (com guia cirúrgico impresso em 3D). A cirurgia guiada permite planejamento milimétrico, reduz o corte na gengiva e encurta o tempo de recuperação.
Carga imediata: dente no mesmo dia?
Em situações específicas, o dentista pode instalar uma coroa provisória no mesmo dia da cirurgia. Isso se chama carga imediata. Funciona bem quando o implante atinge boa estabilidade primária (travamento no osso) e o paciente não tem fatores de risco como bruxismo severo ou osso de baixa densidade.
Carga imediata não significa pular a osseointegração. O implante ainda precisa dos 3 a 6 meses pra se fundir ao osso. A diferença é que você sai do consultório com um dente provisório fixo em vez de esperar meses sem nada.
Quanto custa um implante dentário no mercado brasileiro
Vamos aos números. As faixas abaixo são de mercado, baseadas em pesquisas públicas e portais de referência — não representam preços de nenhuma clínica específica.
| Procedimento | Faixa de preço (2026) |
|---|---|
| Implante unitário (pino + coroa) | R$ 3.500 a R$ 8.000 |
| Implante com enxerto ósseo | R$ 5.000 a R$ 12.000 |
| Prótese protocolo (4-6 implantes, arcada completa) | R$ 20.000 a R$ 40.000 |
| Coroa sobre implante (porcelana) | R$ 1.500 a R$ 4.000 |
| Coroa sobre implante (zircônia monolítica) | R$ 2.500 a R$ 5.000 |
O que faz o preço variar: marca do implante (nacional vs importado), material da coroa, necessidade de enxerto, complexidade da cirurgia e região do país. O interior de SP costuma ter valores intermediários — abaixo da capital, acima do Norte e Nordeste.
Sobre planos odontológicos: implante dentário não faz parte do ROL obrigatório da ANS. Alguns planos oferecem cobertura como procedimento extra, mas a maioria não cobre. Verifique sua apólice antes de contar com reembolso.
Os valores apresentados são faixas de referência do mercado brasileiro, baseados em fontes públicas. Não representam os valores praticados na clínica. O custo real depende de uma avaliação clínica individual.
Quem pode fazer implante — e quem precisa de cuidado extra
A maioria dos adultos com perda dentária pode receber implantes. Mas existem situações que exigem atenção:
Diabéticos: podem fazer, desde que a glicemia esteja controlada. Diabetes descompensada prejudica a cicatrização e a osseointegração. O cirurgião-dentista precisa de exames recentes (hemoglobina glicada) pra liberar a cirurgia.
Fumantes: o tabagismo reduz a circulação sanguínea na gengiva e no osso, aumentando o risco de falha do implante. Estudos mostram que fumantes têm taxa de sucesso menor. A recomendação é parar de fumar pelo menos 2 semanas antes e 8 semanas depois da cirurgia.
Usuários de bisfosfonatos: medicamentos como alendronato (para osteoporose) podem causar osteonecrose — uma complicação séria em que o osso não cicatriza. Não é contraindicação absoluta, mas exige avaliação criteriosa.
Adolescentes: implantes só são indicados após o término do crescimento ósseo. Em geral, a partir dos 16 anos para mulheres e 18 anos para homens. Antes disso, o implante pode ficar deslocado conforme o osso cresce.
Osso insuficiente: quem perdeu dentes há muito tempo pode ter reabsorção óssea. Nesses casos, um enxerto ósseo reconstrói o volume necessário antes (ou durante) a cirurgia do implante.
Cenário real: como funciona um caso de implante unitário
Um paciente de 48 anos perdeu o primeiro molar inferior há 2 anos. A tomografia mostra osso com altura e espessura suficientes — dispensa enxerto. O cirurgião-dentista planeja um implante cone morse com cirurgia guiada.
No dia da cirurgia, o procedimento leva 40 minutos. O paciente sai com um provisório removível. Toma analgésico comum por 3 dias. No quinto dia, o inchaço já cedeu. Em 4 meses, a osseointegração está confirmada no raio X de controle. A coroa de porcelana é instalada em sessão única. Custo total no mercado: entre R$ 4.500 e R$ 6.500 (implante + componentes + coroa).
Outro cenário: uma paciente de 62 anos, edêntula (sem nenhum dente) na arcada superior. Usa prótese total removível há 15 anos e não aguenta mais o desconforto. A opção é uma prótese protocolo com 4 implantes (técnica All-on-4). A cirurgia é mais longa (2 a 3 horas), mas no mesmo dia ela sai com uma prótese provisória fixa. Em 6 meses, recebe a definitiva em zircônia. Investimento de mercado: R$ 25.000 a R$ 38.000 pela arcada completa.
Pós-operatório: o que esperar nos primeiros dias
O procedimento em si não dói — é feito com anestesia local. O desconforto aparece depois, quando a anestesia passa. Os primeiros 3 a 5 dias são os mais sensíveis.
Primeiras 48 horas: aplique gelo na face (15 minutos ligado, 15 desligado). Repouso relativo — nada de academia ou esforço físico. Alimentação mole e fria: sorvete, iogurte, sopa gelada.
Medicação: analgésico (dipirona ou paracetamol) e anti-inflamatório, conforme prescrição. A maioria dos pacientes controla a dor com analgésico comum.
Higiene: escove os dentes normalmente com escova macia. Evite a região operada nas primeiras 24 horas. Depois, escovação suave ao redor do implante.
Sinais de alerta: dor intensa que não cede com medicação, febre acima de 38 graus, sangramento que não para ou inchaço que piora depois do terceiro dia. Qualquer um desses sinais exige contato imediato com o dentista.
A maioria dos pacientes volta às atividades normais em 24 a 48 horas. Exercício físico intenso, só depois de 7 a 10 dias.
Riscos reais do implante dentário
Implante é um procedimento seguro, com taxa de sucesso acima de 95% em estudos com mais de 10 anos de acompanhamento. Mas seguro não significa isento de risco. As complicações mais comuns:
Falha na osseointegração (1 a 2% dos casos): o osso não se funde ao titânio. O implante fica móvel e precisa ser removido. Em geral, um novo implante pode ser colocado depois que o osso cicatriza.
Infecção no sítio cirúrgico: acontece quando a higiene pós-operatória falha. Sinais: dor pulsátil, pus, febre. Tratamento com antibiótico, às vezes drenagem.
Peri-implantite (cerca de 5% dos pacientes a longo prazo): inflamação ao redor do implante que causa perda óssea progressiva. É a “periodontite do implante”. Prevenção: higiene rigorosa e manutenção periódica no consultório.
Lesão no nervo alveolar inferior: rara, mas possível em implantes na mandíbula posterior. Causa dormência ou formigamento no lábio e queixo. O planejamento com tomografia reduz esse risco drasticamente.
O tabagismo é o fator de risco mais associado à falha de implantes, segundo a Revista do CROMG. Pacientes fumantes que param antes da cirurgia têm resultados próximos aos de não fumantes.
O que perguntar na consulta de avaliação
Antes de fechar qualquer tratamento, você tem direito (e dever) de fazer perguntas. Algumas sugestões:
- Qual marca de implante vai ser usada? Marcas reconhecidas como Straumann, Nobel Biocare, Neodent e SIN têm evidência clínica de longo prazo.
- A cirurgia será convencional ou guiada? Cirurgia guiada exige planejamento digital, mas entrega mais previsibilidade.
- Vai precisar de enxerto ósseo? Só a tomografia responde com certeza.
- Como fica o provisório durante a osseointegração? Fixo ou removível? Estético?
- Qual o material da coroa definitiva? Porcelana, zircônia ou metalocerâmica — cada um tem vantagens.
- Quantas consultas até o final do tratamento? Pra organizar agenda e expectativa.
Transparência no planejamento é o que separa um tratamento bem-sucedido de uma dor de cabeça. Na nossa página sobre implante dentário você encontra detalhes sobre o procedimento e a tecnologia que usamos.
Implante dentário em Araraquara: por que a cidade é referência
Araraquara abriga a Faculdade de Odontologia da UNESP (FOAr), referência nacional em ensino e pesquisa. Isso atrai profissionais com formação forte pra região e mantém um nível técnico acima da média do interior de SP.
Na prática, quem procura implante dentário em Araraquara tem acesso a cirurgiões-dentistas com treinamento em técnicas como cirurgia guiada e reabilitação oral sem precisar ir até a capital. Se você está na região, vale aproveitar essa estrutura.
Pra uma avaliação presencial com tomografia e planejamento individualizado, entre em contato pelo WhatsApp. A consulta inicial é o primeiro passo pra entender o que o seu caso precisa — sem compromisso.
Perguntas frequentes
Implante dentário dói?
A cirurgia não dói — é feita com anestesia local. O pós-operatório tem desconforto moderado nos primeiros 3 a 5 dias, controlado com analgésico comum. A maioria dos pacientes descreve como menos desconfortável que uma extração de dente do siso.
Quanto tempo dura um implante?
Com manutenção adequada, o pino de titânio pode durar a vida toda. A coroa tem vida útil de 10 a 20 anos e pode precisar de substituição. Manutenção significa: higiene diária + limpeza profissional a cada 6 meses.
Implante aparece na boca?
Não. O pino fica dentro do osso, coberto pela gengiva. A coroa que aparece é feita sob medida pra combinar com os dentes vizinhos em cor, formato e tamanho.
Existe rejeição ao implante?
Rejeição imunológica, como ocorre com transplante de órgão, não acontece com titânio. O que existe é falha na osseointegração (1-2% dos casos), geralmente ligada a infecção, tabagismo ou doença sistêmica descontrolada. São coisas diferentes.
Quem tem osteoporose pode fazer implante?
Pode, na maioria dos casos. A osteoporose em si não é contraindicação. O cuidado extra é quando o paciente usa bisfosfonatos intravenosos — nesses casos, a avaliação precisa ser mais criteriosa por causa do risco de osteonecrose.
Artigo revisado por Dr. Felipe Crespilho, cirurgião-dentista com atuação em implantodontia e cirurgia oral (CRO-SP 130734). Conteúdo informativo — não substitui avaliação clínica presencial. Última atualização: fevereiro de 2026.
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