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dicas 8 min de leitura

Dentista em Araraquara que aceita convênio: o que seu plano cobre, o que fica de fora e como escolher bem

Dentista Araraquara convênio: o que a ANS obriga, o que fica de fora e como escolher bem. 35,5 milhões de brasileiros têm plano odontológico.

FC

Dr. Felipe Crespilho e Dra. Sabrina Martins

CRO-SP 130734 · CRO-SP 138491 · Sobre a equipe

Recepção de clínica odontológica em Araraquara com paciente sendo atendida no balcão
Escolher dentista pelo convênio exige atenção à cobertura e à rede credenciada

Se você está procurando dentista em Araraquara pelo convênio, a primeira coisa que precisa saber: plano odontológico cobre consultas, limpeza, restaurações, canal dentário e extrações. Procedimentos como implante dentário, clareamento dental e lente de contato dental ficam fora do ROL obrigatório da ANS na maioria dos contratos. A carência máxima permitida por lei é de 180 dias para procedimentos gerais e 24 horas para urgências. Um plano básico custa entre R$ 25 e R$ 90 por mês em 2026 — e pode resolver boa parte das necessidades, mas não todas.

Esse artigo foi pensado pra quem mora em Araraquara (ou perto) e quer entender o que realmente vale a pena no convênio odontológico. Sem rodeio e sem propaganda de operadora.

O que o convênio odontológico cobre por lei

Todo plano odontológico regulado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) precisa seguir o chamado ROL de Procedimentos. Esse ROL é a lista mínima de tratamentos que qualquer operadora é obrigada a oferecer. Não importa se o plano custa R$ 25 ou R$ 90 por mês — esses procedimentos precisam estar cobertos.

O ROL odontológico inclui seis grandes áreas:

Consultas e diagnóstico — consulta inicial, retorno, exame clínico, radiografia panorâmica e periapical. Seu dentista pode pedir esses exames e o plano é obrigado a cobrir.

Prevençãoprofilaxia (a famosa limpeza), aplicação de flúor, selante e orientação de higiene bucal. Prevenção é a parte mais bem coberta do convênio.

Dentística — restaurações com resina composta, tratamento de cárie, reconstrução de dentes danificados. Se o dente quebrou ou tem cárie, o convênio resolve.

Endodontia — canal dentário e procedimentos relacionados. Tratamento de canal é coberto sem exceção.

Periodontiaraspagem radicular, tratamento de gengivite e periodontite. Se sua gengiva sangra ou tem tártaro acumulado, o plano cobre.

Cirurgia — extrações simples, remoção de dente do siso, pequenas cirurgias bucais e biópsias. Tudo em ambulatório e com anestesia local.

Segundo o CFO, o ROL foi atualizado em 2025 com novas Resoluções Normativas (RN 627/2025, 628/2025 e 632/2025). A lista completa pode ser consultada no portal da ANS.

O que o convênio NÃO cobre (e pega muita gente de surpresa)

Aqui mora a frustração. Muita gente contrata um plano odontológico achando que vai resolver tudo — e descobre na hora do orçamento que o procedimento que precisa não está coberto.

Os tratamentos que ficam fora do ROL obrigatório da ANS:

  • Implante dentário — o procedimento mais procurado. Planos básicos e intermediários não cobrem. Existem planos premium (acima de R$ 120/mês) que incluem implante, mas com carência longa e limites por ano.

  • Clareamento dental — considerado estético pela ANS. Nenhum plano é obrigado a cobrir.

  • Lente de contato dental e faceta de porcelana — procedimentos estéticos. Fora do ROL.

  • Ortodontia (aparelho) — surpresa pra muita gente, mas aparelho ortodôntico não está no ROL obrigatório. Operadoras podem incluir como extra, mas não são obrigadas.

  • Prótese protocolo e prótese sobre implante — reabilitações complexas ficam fora da cobertura obrigatória.

Pra quem precisa de um desses tratamentos, o convênio básico não vai dar conta. Nesses casos, pagar particular com planejamento pode sair mais em conta do que manter um plano premium só pra cobrir implante.

Convênio Odontológico: o que cobre vs. o que não cobre Baseado no ROL de Procedimentos da ANS (atualizado em 2025) COBERTOS (ROL obrigatório) Consulta + exame clínico SIM Limpeza (profilaxia) + flúor SIM Restauração (resina composta) SIM Tratamento de canal SIM Raspagem + periodontia SIM Extração + remoção de siso SIM Radiografia panorâmica SIM NÃO COBERTOS (plano básico) Implante dentário NÃO Clareamento dental NÃO Lente de contato dental / faceta NÃO Aparelho ortodôntico NÃO Prótese protocolo / sobre implante NÃO Prótese dentária (maioria) NÃO* Tomografia odontológica PARCIAL * Alguns planos premium incluem próteses e implantes por valor adicional (a partir de ~R$ 120/mês). Fonte: ROL de Procedimentos da ANS, atualizado em 2025 (RN 627, 628 e 632). Dica: antes de contratar, peça a lista de procedimentos cobertos por escrito. É seu direito (Lei 9.656/98).

Carência: quanto tempo esperar pra usar o plano

Carência é o período entre a contratação e o momento em que você pode usar o plano. A ANS define prazos máximos — a operadora pode cobrar menos, mas nunca mais:

  • Urgência e emergência: 24 horas (dor aguda, trauma, infecção)
  • Consultas e exames simples: 30 dias (primeira consulta, limpeza, raio-x)
  • Procedimentos gerais: até 180 dias (restaurações, canal, cirurgia de siso)

Na prática, a maioria dos planos odontológicos individuais cobra os 180 dias completos pra procedimentos mais complexos. Planos empresariais (a partir de 30 vidas) costumam dispensar carência, desde que a adesão aconteça nos primeiros 30 dias do contrato.

Uma situação que frustra bastante: você contrata o plano com dor de dente, mas a extração só é coberta 180 dias depois. O plano cobre a urgência (24 horas), mas o tratamento completo pode exigir carência.

35 milhões de brasileiros têm plano odontológico — mas usam direito?

Dados da ANS de dezembro de 2025 mostram que o Brasil tem 35,5 milhões de beneficiários em planos exclusivamente odontológicos. Crescimento de 37,5% em cinco anos (desde 2020). São Paulo lidera as adesões, seguido de Rio de Janeiro e Paraná.

Apesar dos números, muita gente paga o plano e não usa. Ou usa só pra limpeza uma vez por ano. O plano odontológico básico — que custa entre R$ 25 e R$ 90 por mês em 2026 — rende quando você aproveita tudo que ele cobre: consultas semestrais, limpezas, restaurações, canal se precisar.

Quem mora em Araraquara tem acesso a redes credenciadas de operadoras como Uniodonto (que nasceu na região), Amil Dental, OdontoPrev e SulAmérica Odonto. A rede credenciada varia — e esse é o primeiro ponto de atenção antes de contratar.

Como escolher um plano odontológico em Araraquara

Antes de fechar com qualquer operadora, verifique esses quatro pontos:

1. Rede credenciada na cidade. De nada adianta um plano barato se não tem dentista credenciado perto de casa. Acesse o site ou app da operadora e pesquise por Araraquara. Confira se tem clínicas na região central e nos bairros que você frequenta.

2. Cobertura além do ROL mínimo. Alguns planos incluem ortodontia, prótese dentária ou clareamento como extra. Se você sabe que vai precisar de um desses tratamentos, vale comparar o custo do plano premium com o preço particular.

3. Carência real (não só a prometida). Pergunte: qual a carência pra canal? E pra cirurgia? Pra extração de siso? Peça por escrito. A carência pode ser negociada em contratos empresariais, mas em planos individuais costuma ser cheia.

4. Atendimento de urgência. Se você tiver dor aguda às 22h de um sábado, o plano cobre? Tem dentista de plantão credenciado em Araraquara? Verifique antes — não depois.

Checklist: antes de escolher dentista pelo convênio Verifique esses 7 pontos antes de contratar ou trocar de plano odontológico 1 A operadora tem dentistas credenciados em Araraquara? Quantos? Onde? 2 O plano cobre os procedimentos que você precisa? (Peça a lista por escrito) 3 Qual a carência real para cada tipo de procedimento? (30, 180 ou 300 dias) 4 Tem atendimento de urgência 24h com credenciado na cidade? 5 Qual o reajuste anual? (Planos individuais: ANS define. Empresariais: livre) 6 A operadora aparece bem avaliada na ANS (IDSS) e no Reclame Aqui? 7 Você pode escolher o dentista ou é direcionado? (Livre escolha vs. rede fechada) Fonte: regulamentação da ANS (Lei 9.656/98) e direitos do beneficiário.

Quando o convênio resolve — e quando pagar particular faz mais sentido

O convênio odontológico funciona bem pra rotina: consultas regulares, profilaxia semestral, restaurações, canal e extrações. Se você usa esses serviços com frequência, um plano de R$ 30/mês se paga rápido. Uma limpeza particular custa entre R$ 150 e R$ 300 em Araraquara. Com duas por ano, o plano já empatou.

Agora, pra procedimentos fora do ROL, a conta muda. Um exemplo concreto: uma pessoa que precisa de implante dentário unitário (pino + coroa) vai gastar entre R$ 3.500 e R$ 8.000 no mercado particular, dependendo do material e da complexidade. Contratar um plano premium só pra cobrir implante — pagando R$ 150 a R$ 300 por mês, mais 180 dias de carência — pode não compensar. Em 12 meses, são R$ 1.800 a R$ 3.600 só de mensalidade, com limite de procedimentos por ano.

Outro cenário que aparece bastante: a pessoa tem plano básico, faz a tomografia odontológica pelo convênio, recebe o diagnóstico — e descobre que precisa de enxerto ósseo antes do implante. O plano cobriu o exame, mas o tratamento em si fica por conta do paciente.

A estratégia que funciona pra muita gente em Araraquara: manter um plano básico pra rotina (limpeza, consultas, urgência) e negociar particular os procedimentos mais complexos. Muitas clínicas oferecem condições de pagamento que não existem pelo convênio.

Quando a estética é prioridade — clareamento dental, lente de contato dental, faceta de porcelana — nenhum desses está no ROL. São procedimentos que dependem de planejamento cuidadoso e materiais de qualidade, e o resultado varia conforme o profissional. O mesmo vale quando você precisa de implante dentário ou reabilitação oral completa: o planejamento com tomografia odontológica e cirurgia guiada exige um nível de personalização que o convênio raramente oferece.

Se você está nessa situação, a equipe do Seu Dentista Araraquara — Dr. Felipe Crespilho (CRO-SP 130734), com atuação em implantodontia e cirurgia oral, e Dra. Sabrina Martins (CRO-SP 138491), com foco em odontopediatria e prevenção — pode avaliar o seu caso e montar um plano de tratamento personalizado. Entre em contato pelo WhatsApp pra agendar uma avaliação.

Direitos, armadilhas e como funciona na prática

O convênio negou um procedimento que está no ROL? Você tem três caminhos:

Primeiro, peça a negativa por escrito. A operadora é obrigada a fornecer — com número de protocolo, justificativa e prazo.

Segundo, reclame na ANS. Pode ser pelo portal da ANS ou pelo telefone 0800-701-9656. A ANS notifica a operadora, que tem 5 dias úteis pra responder. Na maioria dos casos, a cobertura é liberada após a notificação.

Terceiro, se nada resolver, Procon e Justiça. A Lei 9.656/98 garante cobertura integral dos procedimentos do ROL. Negativa indevida gera indenização — há jurisprudência consolidada nos tribunais de São Paulo.

Um ponto que pouca gente sabe: se a operadora não tem dentista credenciado em Araraquara para determinado procedimento coberto, ela é obrigada a reembolsar o atendimento particular. O valor do reembolso segue a tabela do plano, mas é um direito garantido.

Tratamentos que duram meses — como reabilitação oral com múltiplas próteses ou sequência de implantes — exigem atenção extra. Três armadilhas comuns:

Limite anual de procedimentos. Alguns planos cobrem “até 2 restaurações por semestre” ou “1 canal por ano”. Leia as letras miúdas do contrato.

Troca de operadora no meio do tratamento. Se a empresa onde você trabalha muda de convênio, o novo plano pode não cobrir a continuidade do tratamento. A ANS garante portabilidade, mas com regras — e carência pode ser exigida novamente.

Profissional indicado vs. profissional escolhido. Pelo convênio, você usa a rede credenciada. Se quiser um dentista específico que não aceita seu plano, o tratamento sai particular. Muita gente não percebe isso até precisar de um procedimento mais complexo.

Como funciona o atendimento no dia a dia

O processo é simples na teoria, mas tem detalhes que você precisa conhecer:

Você liga pro dentista credenciado e agenda a consulta. Na primeira visita, o profissional faz exame clínico e pede exames complementares (raio-x, panorâmica). Até aqui, tudo coberto.

Com o diagnóstico em mãos, o dentista monta um plano de tratamento. Cada procedimento precisa de autorização da operadora — a famosa “guia”. Procedimentos simples (limpeza, restauração) costumam ser autorizados na hora. Procedimentos maiores (canal, cirurgia) podem levar 5 a 10 dias úteis pra aprovação.

Depois de autorizado, o tratamento acontece normalmente. Você não paga nada — ou paga uma coparticipação, dependendo do contrato. Coparticipação é uma taxa fixa por procedimento (ex: R$ 20 por restauração). Nem todo plano tem.

E pra quem tem filhos?

Se você quer usar o convênio pra odontopediatria, atenção: o ROL cobre consultas, flúor, selante e restaurações em dentes de leite. São os procedimentos mais frequentes na infância e o plano resolve bem.

Mas se a criança precisar de aparelho ortodôntico ou tratamento interceptivo, o convênio provavelmente não cobre. Ortodontia infantil é um dos procedimentos mais solicitados — e mais negados — pelos planos odontológicos.

Outra coisa: nem todo dentista credenciado atende crianças. Odontopediatria exige consultório adaptado, abordagem específica e paciência extra. Verifique se o profissional credenciado tem experiência com pacientes infantis antes de agendar.

Resumo pra quem quer decidir rápido

Convênio odontológico compensa pra rotina: limpeza, consulta, restauração, canal, extração. Custa entre R$ 25 e R$ 90/mês e se paga com duas limpezas por ano.

Pra implante, clareamento, lentes e ortodontia, o plano básico não cobre. Planos premium existem, mas a conta nem sempre fecha.

Em Araraquara, verifique a rede credenciada antes de contratar. Operadoras como Uniodonto, Amil Dental, OdontoPrev e SulAmérica têm presença na cidade, mas a quantidade de profissionais varia.

Se o seu caso exige um procedimento fora do ROL, avalie o particular com calma. Peça orçamento, compare, pergunte sobre formas de pagamento. E sempre comece por uma avaliação clínica — só com exame presencial o dentista consegue montar um plano de tratamento adequado.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui avaliação clínica presencial. Cada caso exige análise individual por um cirurgião-dentista.

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