Clareamento caseiro vs consultório: diferenças reais, preços de mercado e qual método funciona melhor em 2026
Clareamento caseiro vs consultório: carbamida 10-22% ou peróxido 25-35%? Compare tempo, custo (R$ 400 a R$ 2.500) e resultado duradouro.
Dra. Sabrina Martins
CRO-SP 138491 · Sobre a equipe
Gel com 10% de peróxido de carbamida na moldeira, uma hora por noite, durante 14 dias. Ou peróxido de hidrogênio a 35%, duas sessões de 40 minutos no consultório. O resultado final dos dois métodos é muito parecido — o que muda de verdade é velocidade, sensibilidade e custo. O caseiro demora mais e incomoda menos. O de consultório clareia rápido, mas pode doer nos primeiros dias. A combinação dos dois é, para a maioria dos casos, o caminho com melhor custo-benefício. Agora vamos aos detalhes que importam.
Como funciona cada método (sem rodeio)
O clareamento dental usa peróxido para oxidar pigmentos presos no esmalte e na dentina. A diferença entre caseiro e consultório está na concentração do gel, no tempo de contato e em quem controla a aplicação.
No caseiro supervisionado, o dentista faz moldeiras individuais em silicone — um molde que encaixa nos seus dentes. Você aplica o gel de peróxido de carbamida (10%, 16% ou 22%) na moldeira e usa por 1 a 4 horas por dia, de 7 a 21 dias. A concentração é baixa. O peróxido de carbamida se decompõe em peróxido de hidrogênio e ureia dentro da moldeira — a liberação é lenta, gradual.
No consultório, o gel tem concentração alta: peróxido de hidrogênio entre 25% e 35%. O dentista protege a gengiva com barreira de resina, aplica o gel direto nos dentes e pode ativar com LED. Cada sessão dura 40 a 60 minutos. Geralmente são 2 a 3 sessões, com intervalo de uma semana.
A diferença na concentração é enorme: carbamida a 10% libera cerca de 3,5% de peróxido de hidrogênio. No consultório, o gel chega a 35%. É dez vezes mais concentrado — por isso o resultado aparece mais rápido, mas a sensibilidade também.
Comparação direta: caseiro, consultório e combinado
Sensibilidade: o elefante na sala
Entre 15% e 78% dos pacientes sentem sensibilidade durante o clareamento dental — a variação é enorme porque depende da concentração do gel, do tempo de exposição e da saúde prévia do esmalte, segundo revisão publicada na Revista Sociedade Científica.
No caseiro com carbamida a 10%, o desconforto costuma ser leve: uma fisgada ao beber água gelada que passa em 1-2 dias. No consultório com hidrogênio a 35%, a sensibilidade pode ser intensa nas primeiras 48 horas — aquele tipo de dor que te faz pensar duas vezes antes de tomar sorvete.
A maioria dos géis clareadores atuais já vem com dessensibilizantes na fórmula: nitrato de potássio e flúor. Isso ajuda, mas não elimina o problema por completo. Se você tem dentes naturalmente sensíveis, começar pelo caseiro com concentração baixa (carbamida 10%) é a decisão mais segura.
Pra quem tem restauração em resina composta nos dentes da frente, um aviso: o peróxido não clareia resina. Depois do tratamento, a restauração pode ficar mais escura que o dente — e aí precisa trocar. Isso entra no planejamento e no custo.
Faixas de preço no mercado brasileiro
Vamos aos números de 2025-2026, baseados em pesquisas de portais de saúde e redes de clínicas:
- Caseiro supervisionado (moldeira + gel): R$ 400 a R$ 1.500
- Consultório (2-3 sessões com peróxido de hidrogênio): R$ 800 a R$ 2.500
- Combinado (consultório + caseiro): R$ 1.200 a R$ 3.000
A variação depende da região, do perfil da clínica e da quantidade de gel necessária. Interior de São Paulo tende a ficar na faixa intermediária. Capitais como São Paulo e Rio puxam o preço pra cima.
Uma coisa que pouca gente calcula: o caseiro supervisionado inclui as moldeiras, que você guarda. Se precisar de manutenção daqui a um ano, compra só a seringa de gel (entre R$ 50 e R$ 150 cada) e reaproveita a moldeira. No consultório, cada manutenção é uma sessão nova, com custo cheio.
Os valores apresentados são faixas de referência do mercado brasileiro, baseados em fontes públicas. Não representam os valores praticados na clínica. O custo real depende de uma avaliação clínica individual.
Etapas do tratamento: do planejamento à manutenção
O passo 2 faz diferença no resultado e muita gente pula. Sem uma profilaxia antes do clareamento, o gel age por cima de placa bacteriana e tártaro — e o resultado fica irregular. Se faz tempo que você não faz uma limpeza dental, essa é a hora.
Caseiro funciona mesmo? Um cenário real
Uma mulher de 28 anos, sem cárie, sem restauração nos dentes da frente, reclama de amarelamento por café. O dentista examina, faz profilaxia e molda as moldeiras em silicone. Entrega duas seringas de peróxido de carbamida a 16%.
Ela usa a moldeira 3 horas por noite, durante 14 dias. No quinto dia, percebe diferença. No 14o dia, os dentes clarearam 3-4 tons na escala Vita. Sensibilidade: leve nos primeiros dias, passou sozinha. Custo total no mercado: na faixa de R$ 600 a R$ 900.
Agora, se essa mesma paciente tivesse uma restauração em resina composta no dente 11 (o incisivo central), o protocolo mudaria. Primeiro clareia, depois troca a resina para combinar com a nova cor. Isso adiciona custo e tempo — e é algo que só se descobre na avaliação.
Quando o consultório faz mais sentido
Existem situações em que esperar 2-3 semanas não é uma opção. Casamento em 10 dias, formatura, entrevista importante. Nesse cenário, o clareamento de consultório com peróxido de hidrogênio a 35% resolve. Duas sessões com uma semana de intervalo entregam resultado visível.
O consultório também é a escolha quando o escurecimento é mais severo — dentes acinzentados por tetraciclina na infância, por exemplo. Concentração baixa não dá conta. Nesses casos, o combinado (sessão no consultório + moldeira em casa) costuma ser a indicação.
Outra vantagem do consultório: controle total do profissional. A barreira gengival protege o tecido mole, a concentração é precisa e a exposição é cronometrada. Pra quem tem gengiva sensível, isso faz diferença.
Fitas clareadoras de TikTok: a ANVISA já proibiu
Você viu aquelas fitas clareadoras que viralizaram no TikTok? Pois a ANVISA proibiu e mandou apreender as fitas 9D White em janeiro de 2026. Nem registro sanitário o produto tinha. A empresa por trás dele sequer podia atuar no setor de saúde.
A regra é direta: qualquer clareador com mais de 3% de peróxido de hidrogênio só pode ser vendido com prescrição de cirurgião-dentista, conforme a RDC 6/2015 da ANVISA. Fitas, canetas clareadoras e kits importados sem registro fogem dessa regulamentação — e os riscos incluem sensibilidade intensa, dano ao esmalte e irritação gengival.
Dente não é pele. Não dá pra testar produto sem registro e ver o que acontece. Esmalte danificado não se regenera.
Quanto tempo dura o resultado
O clareamento dental dura entre 1 e 3 anos na maioria dos pacientes. Estudos indicam que 43% dos casos mantêm estabilidade de cor por mais de 5 anos. A degradação depende de hábitos: café, vinho tinto, cigarro e açaí aceleram o retorno do amarelamento.
O caseiro tem uma vantagem aqui que pouca gente menciona: como a liberação do peróxido é gradual e o tempo de exposição é maior, a penetração no esmalte é mais uniforme. Alguns estudos apontam que a estabilidade de cor a longo prazo do caseiro é ligeiramente superior à do consultório isolado.
A manutenção é simples. Com as moldeiras guardadas, basta comprar uma seringa de gel a cada 6-12 meses e usar por 2-3 noites. O investimento na manutenção é uma fração do custo inicial.
Quem não pode fazer clareamento
Nem todo mundo é candidato. Antes de pensar em método, o dentista precisa avaliar:
- Cárie ativa: o peróxido penetra na cavidade e pode causar dor severa e dano à polpa. Primeiro trata, depois clareia.
- Gestantes e lactantes: não há evidência de segurança. A recomendação é adiar.
- Menores de 16 anos: a polpa dental ainda está em formação e é mais vulnerável ao peróxido.
- Sensibilidade severa pré-existente: se dói só de beber água gelada, precisa tratar a sensibilidade antes.
- Restaurações extensas nos dentes anteriores: o clareamento não atua em resina composta, porcelana ou cerâmica. Se a maioria dos dentes da frente tem restauração, o resultado pode ser desigual.
Essas contraindicações reforçam uma coisa: clareamento é procedimento de saúde, não cosmético de prateleira. Precisa de avaliação individual e acompanhamento profissional.
Técnica combinada: por que costuma ser a melhor escolha
A técnica combinada faz sentido pela lógica dos dois métodos. O consultório dá o boost inicial — clareia vários tons em duas sessões. Depois, o caseiro consolida o resultado e permite ajuste fino. O paciente sai da clínica com moldeiras e gel para completar em casa por 7 a 14 dias.
Na prática, o resultado combinado tende a ser mais duradouro. O peróxido de alta concentração do consultório abre caminho, e o gel de baixa concentração do caseiro estabiliza a cor com penetração mais uniforme. Não é à toa que a maioria das publicações científicas aponta a técnica combinada como a mais previsível.
Também é a que dá mais autonomia. Se daqui a um ano a cor regredir, você já tem moldeira e experiência. Retoque rápido, sem sessão no consultório.
Antes de decidir: 4 perguntas para o seu dentista
- Tenho cárie ou restauração que precisa trocar antes? Porque se tiver, o plano muda completamente.
- Qual concentração de gel faz sentido pra mim? Não existe receita padrão — depende da sua sensibilidade e da cor atual dos dentes.
- Quantas sessões vou precisar, ou quantos dias de moldeira? Pergunte um número concreto pra não se frustrar.
- Vou precisar refazer alguma restauração de resina composta depois? Resina não clareia junto com o dente, e trocar tem custo.
Se você está em Araraquara e quer avaliar qual método faz sentido pro seu caso, a Dra. Sabrina Martins (CRO-SP 138491) atende na clínica e pode montar um plano personalizado. Agende uma avaliação pelo WhatsApp.
Resumo prático
Caseiro supervisionado funciona. Demora mais, dói menos, custa menos e tem durabilidade levemente superior. Ideal pra quem tem paciência e quer economizar na manutenção.
Consultório funciona mais rápido. Resultado em dias, não semanas. Mais sensibilidade, custo maior. Ideal pra quem tem pressa ou escurecimento severo.
Combinado é, para a maioria, o melhor dos dois mundos. Resultado rápido com estabilidade a longo prazo.
Os três métodos funcionam — desde que supervisionados por cirurgião-dentista, com gel registrado na ANVISA e protocolo adequado ao seu caso. O que não funciona é fita de TikTok, kit importado sem registro e dica de influenciador.
Artigo revisado por Dra. Sabrina Martins — Cirurgiã-Dentista (CRO-SP 138491). Conteúdo informativo, não substitui avaliação clínica individual.
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